13 de setembro de 2018
HUMILDADE

De: Eduardo Martins e Eduardo Mifano

“Ser humilde é ter o espírito de servir, agindo de forma simples, tendo disponibilidade para ouvir e estando sempre disposto a aprender”.

É assim que um de nossos clientes, uma empresa no segmento de serviços profissionais define um dos valores de sua cultura empresarial.

Pode-se pensar que o ambiente corporativo não é o lugar adequado para se praticar tal valor. Afinal, Maquiavel, em sua célebre obra “O Princípe” nos leva a crer que a virtude é incompatível com o poder, ou pior, que com frequência a virtude leva a perder o poder. Será?

A humildade é uma virtude*. E junto com as virtudes da magnanimidade, prudência, fortaleza, justiça e autodomínio moldam um caráter. E “é através do caráter que se exerce a liderança”, afirma Peter Drucker.

O verdadeiro líder usa a força de seu caráter mais do que a autoridade de seu cargo para liderar. É sua liderança pelo exemplo pessoal que gera a maior lealdade em sua equipe.

Assim, sendo a principal função do líder comunicar e unir sua equipe ao redor de uma missão comum, suas atitudes irão gerar maior (ou menor) comprometimento com essa missão. Mais do que seguidores passivos, dependentes de seus comandos, o verdadeiro líder cria colaboradores que se sentem tão responsáveis quanto ele pelo futuro da empresa.

Esta co-responsabilidade só é possível porque o líder admite sua condição semelhante às das outras pessoas, isto é, tem a simplicidade de reconhecer suas qualidades e defeitos. Por isso, está aberto a escutar os outros para tomar melhores decisões. Isto não o torna vulnerável diante das pessoas. Pelo contrário, o legitima em sua função porque é movido pelo cumprimento da missão comum.

A ambição de servir, ou o espírito de servir, é o fruto da virtude da humildade.

O líder humilde considera o serviço como um valor:

  • Serve a sua equipe porque reconhece o valor único de cada um de seus membros.
  • Serve o cliente porque entende o valor daquele relacionamento.
  • Serve a sua empresa, porque quer gerar valor para o negócio e assim vê-lo prosperar.

Claramente, no cerne da virtude da humildade, está uma motivação altruísta. A excelência no serviço prestado é, portanto, o objetivo. Sua consequência, a lealdade dos funcionários e a fidelidade dos clientes. Sua recompensa (cedo ou tarde), o lucro.

Em sua extensa pesquisa sobre liderança, Jim Collins, autor de “Empresas feitas para durar”, identificou dois perfis entre os diretores das empresas americanas mais eficientes: o primeiro grupo para quem importa o que obtém da sua posição de liderança – reputação, fortuna, poder – e, o segundo grupo que vê na condição da liderança uma oportunidade de servir aos outros e contribuir para o bem comum.

Se sua primeira identificação é com o segundo grupo, Jim Collins recomenda: a humildade é a virtude-chave do êxito.

Nesse início da segunda metade de 2018, que esse texto possa ser útil para orientar sua liderança na vida pessoal e profissional, e quiçá, nossa escolha para o futuro desse país.

GemaTW – transformando potencial em resultados.

(*) Virtude é o ato operativo bom que torna boa a pessoa que o pratica e bom aquilo que ela faz.

 

Fonte: https://www.gematw.com.br/artigos/humildade/