11 de junho de 2019
Subsídio à geração solar pode custar R$ 34 bi a consumidor

Os consumidores de energia elétrica das distribuidoras correm risco de pagar uma fatura adicional de R$ 34 bilhões, até 2035, para bancar indiretamente descontos na conta daqueles que instalam painéis fotovoltaicos para a geração própria de eletricidade. A estimativa foi feita pela Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura, ligada ao Ministério da Economia, para tornar mais visível o montante de “subsídios implícitos” no sistema de incentivos à chamada microgeração distribuída de energia.

 

Por mais que esteja na moda ver gente colocando painéis solares em seus telhados, a secretaria aponta uma relação custo-benefício desfavorável para a sociedade como um todo. Em nota técnica enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), afirma que há “distorções microeconômicas” nessa prática e alerta sobre uma “transferência de renda dos mais pobres aos mais ricos”.

 

“Caso a decisão para a expansão da matriz de energia elétrica nacional seja por fonte solar, entende-se que essa opção seja realizada por meio de contratação centralizada, ou seja, via leilões, e não por MMGD [micro e minigeração distribuída], uma vez que a expansão por intermédio desta modalidade oneraria a conta de luz dos consumidores brasileiros em até R$ 23 bilhões, com mais R$ 11 bilhões de renúncia fiscal”, diz o parecer, firmado pelo secretário Diogo Mac Cord de Faria.

Fonte: Por Daniel Rittner | De Brasília

https://www.valor.com.br/brasil/6300909/subsidio-geracao-solar-pode-custar-r-34-bi-consumidor